SENTENCED

Sentenced iniciou a sua carreira em 1988 com o nome de Deformity. Um ano depois, após mudanças na formação da banda, decidiu-se trocar o nome para Sentenced. Três dos membros originais da banda permaneceram até o seu fim: Miika Tenkula (guitarra e, no início, vocal), Sami Lokappa (guitarra) e Vesa Ranta (bateria. O baixista, posto mais “mutante” da banda, era, na época, Lari Kylmänen. Com esse line-up, foram gravados dois registros demo: When Death Joins Us, em 1990, e Rotting Ways to Misery, em 1991. Com o primeiro, conseguiram contrato com o selo francês Thrash Records.

Ainda em 1991, Taneli Jarva foi convidado a entrar na banda, substituindo Kylmänen. Em vias de gravar aquele que seria seu debut, Shadows of the Past, o estilo do Sentenced ainda puro death metal europeu. Em 1992, uma promo com três músicas, Journey to Pohjola, começou a ser distribuída com o objetivo de assinar um contrato com um novo selo. O resultado foi uma vaga no casting da finlandesa Spinefarm Records, uma subsidiária da Nuclear Blast, e, na época, ainda iniciante.

O primeiro álbum, North from Here (lançado pouco antes do EP The Trooper), nasceu durante a primavera de 1993. Jarva, então, já havia assumido os vocais, com um estilo diferente do de Miika Tenkula. Com North From Here, o Sentenced conseguiu chamar a atenção da gravadora Century Media e, em 1994, deixaram a Spinefarm com o objetivo de atingir um mercado maior sob a tutela da da Century.



1995 foi o ano que selou o sucesso para o Sentenced. Com Amok, considerado por alguns fãs e críticos o melhor da carreira da banda, foram alçados à categoria de uma banda famosa. A impressão que se tinha é que este lançamento era uma mais ou menos o que o Sentenced fazia no começo da carreira, porém de forma mais lenta e com uma estrutura mais melódica. Nepenthe, uma das músicas do disco, também acabou se tornando um vídeo-clipe. Outros frutos deste CD foram duas turnês completas, uma com Samael e outra com Tiamat.

No outono (no Hemisfério Norte) deste mesmo ano, a banda lançou o MCD Love & Death, que mantinha, em termos musicais, os mesmos padrões de Amok, até pelas composições terem sido feitas no mesmo período. Logo que o Sentenced conseguiu sucesso comercial entre os fãs de death metal melódico, Taneli Jarva deixou a banda, o que surpreendeu muita gente. Anos depois, Jarva voltou à ativa com a banda The Black League.

Para substituir Jarva, foi recrutado, em 1996, Ville Laihiala, ex-membro da banda Breed. Ville era dono de uma voz totalmente diferente da de seu predecessor, muito mais limpa. Apenas três semanas após a entrada deste novo vocalista, a banda viajou para a Alemanha, para o Woodhouse Studios, com o objetivo de aquele que seria seu quarto álbum full-lenght, chamado de Down (álbum). O produtor foi Waldemar Sorytcha, que também já trabalhou com conjuntos como Lacuna Coil e Moonspell. Em Down (álbum), novamente a música de Sentenced ficou ainda mais melódica com influências de rock. Pela primeira vez, a banda tinha um cantor de verdade, com técnicas vocais que permitiam um crescimento, evolução e desenvolvimento musicais. Durante este período, o baixista Sami Kukkohovi também entrou para a banda, primeiramente como membro convidado, até que, em 1997, foi integrado de vez como membro oficial do conjunto.

O quinto álbum de estúdio de Sentenced, intitulado Frozen (álbum), de 1998, também foi produzido por Waldemar Sorytcha e gravado no Woodhouse Studios. Neste lançamento, a banda continuou no mesmo caminho de Down (álbum). Ville Laihiala e Sami Kukkohovi, já completamente integrados ao Sentenced, participaram bastante do processo de composição, o que resultou em Frozen ser, sobretudo, um álbum composto em grupo. Em 1999, a gravadora Century Media relançou Frozen (álbum) com uma nova capa dourada e com nova ordem de músicas, contendo quatro covers (Creep, do Radiohead; Digging the Grave, do Faith no More; I Wanna Be Somebody, do W.A.S.P.; e House of the Rising Sun, do The Animals). Isso resultou em uma revolta dos fãs, que afirmavam que teriam que comprar novamente o álbum, por este ter saído tanto depois do primeiro lançado, e sem pré-aviso algum.

O próximo álbum de Sentenced a ser lançado, em 2000, foi Crimson (álbum). Assim que o single Killing Me, Killing You, que também virou um clipe, foi lançado, a banda mais uma vez mostrou direcionamento para uma caminho menos passado. Dois anos mais tarde, com The Cold White Light, além de menos peso, o Sentenced também revelou uma auto-ironia nas letras e até uma pequena positividade, como se falassem que, afinal de contas, existe, sim, uma luz no fim do túnel.

Após o lançamento de The Cold White Light, a banda lançou, em 2003, junto com outros conjuntos, uma compilação com 4 músicas dedicadas á equipa local de hockey no gelo, Oulun Kärpät. Esta se chama Routasydän (algo como “coração congelado” em português) e é a única música do Sentenced cantada em finlandês. A música causou um certo rebuliço, pois vários políticos acusaram a banda de usar um tom nazista na letra. O Sentenced, é claro, negou veementemente essas acusações.

No começo de 2005, Sentenced anunciou que seu último álbum, intitulado oportunamente The Funeral Album, seria também o último. Também foi estabelecido que não haveria reuniões. A banda então fez alguns shows e tocou em alguns festivais de verão e primavera na Europa, e, em outubro de 2005, fez seu derradeiro show, em Oulu, municipalidade natal da banda. Neste, houve uma participação especial de Taneli Jarva, ex-vocalista do Sentenced, em algumas das músicas da fase antiga da banda. Um DVD contendo essas imagens deverá ser lançado em breve.


Membros

* Ville Laihiala - Vocal (1996-2005)
* Miika Tenkula - Guitarra (1989-2005)(R.I.P 1974, 2009)
* Sami Lopakka - Guitarra (1989-2005)
* Sami Kukkohovi - Baixo (1996-2005)
* Vesa Ranta - Bateria (1989-2005)

Ex-Membros

* Lari Kylmänen - Baixo (1989-1991)
* Taneli Jarva - Baixo e vocal (1991-1996)
* Niko Karppinen - Baixo (músico contratado) (1995-1996)
* Tarmo Kanerva - Bateria (músico contratado) (primavera de 1999)

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