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WEEZER
Weezer é uma banda americana de rock, formada em fevereiro de 1992. Até hoje, lançou oito álbuns, um EP, um DVD e um álbum remasterizado de seu álbum de estréia, com algumas músicas adicionais. O álbum Hurley é o mais recente, foi lançado em setembro de 2010.
A banda foi formada em 14 de fevereiro de 1992 em Los Angeles, Califórnia com os membros originais Rivers Cuomo, Patrick Wilson, Matt Sharp, e Jason Cropper. Cinco semanas depois fizeram sua primeira apresentação, abrindo para a banda Dogstar no Raji´s Bar e Ribshack no Hollywood Boulevard. A banda começou a tocar em pequenos clubes para pequenas audiências perto de Los Angeles. Gravou vários demos e assinou em 25 de junho de 1993 por Todd Sullivan, da Geffen Records.
A banda começou a gravar seu primeiro álbum no final de agosto de 1993 nos estúdios Lady em Nova York. Ric Ocasek, cantor da banda The Cars, foi escolhido como produtor. Durante as gravações do álbum de estréia, simplesmente intitulado Weezer, Jason sai da banda, e é substituído pelo guitarrista Brian Bell, que tocava numa banda chamada Carnival Art. As partes que Cropper gravou foram regravadas por Cuomo, e Bell substituiu os vocais de Cropper. A gravação do álbum acabou em outubro de 1993, e a banda voltou para Los Angeles.
Em 10 de maio de 1994, o Weezer lançou seu primeiro álbum. The blue álbum (como ficou conhecido) teve diversas canções que marcaram tais como “Buddy Holly”, “Undone (The Sweater Song)” e “Say it Ain’t So”. O videoclipe de “Buddy Holly” foi incluído no CD-ROM do Windows 95.
A popularidade da banda logo cresceu e depois de vários meses em turnê pelos Estados Unidos e outros países, o Weezer resolve parar por um tempo. Rivers ingressou na Universidade de Harvard, Matt e Pat montaram um projeto paralelo chamado The Rentals (que fez bastante sucesso com a música “Friends of P.”) e Brian voltou a tocar na banda em que tocava antes do Weezer, o Space Twins.
No fim de 1995 eles se reuniram novamente, e o compositor da banda Rivers Cuomo foi escrever as letras para o segundo álbum da banda, Pinkerton. As canções dessa seção revelaram muito mais da vida pessoal de Cuomo que tudo que ele já tinha feito. O álbum foi lançado em 24 de setembro de 1996 e foi imediatamente inundado pelas críticas. As vendas do álbum foram desastrosas se comparadas ao anterior. O Weezer declarou que ia parar as atividades por tempo indeterminado e desejou nunca ter gravado Pinkerton. A banda também divulgou que gostaria de destruir todas as cópias existentes do álbum. O interessante é que Pinkerton é considerado por muitos fãs como um dos melhores álbuns da banda, e é considerado o álbum cult da banda. Graças à Internet nesse período que a banda parou, eles ganharam milhares de novos fãs.
Em 1998, Matt Sharp anuncia sua saída definitiva do Weezer para se dedicar integralmente ao The Rentals. Para o lugar de Matt foi chamado o baixista Mikey Welsh, que tocava na banda de Juliana Hatfield.
Em 1999 a banda volta a se reunir para ensaiar músicas para o próximo disco. Em 2000, o Weezer entrou em turnê. A turnê foi um tremendo sucesso, e lotou na grande maioria. Durante a turnê Cuomo começou a escrever novamente, e tocou algumas canções novas ao vivo. Depois, a banda voltou ao estúdio e gravou o pop The Green Album. O álbum foi considerado pelos fãs e pela imprensa especializada como um renascimento do Weezer. Logo depois do lançamento desse álbum a banda foi rapidamente para outra turnê nos Estados Unidos, atraindo milhares de fãs pelo caminho. Um quarto álbum, Maladroit, foi lançado em 2002, e manteve o estilo pop do álbum anterior. Muitos fãs não gostaram, pois parecia uma continuação do The Green Album, e eles queriam algo novo. Também não gostaram pelo fato de o álbum estar influenciado pelo heavy metal.
A banda também tocou em diversos concertos com o nome de Goat Punishment, vestindo sacos na cabeça e tocando covers do Nirvana e Oasis. Goat Punishment foi conhecida por abrir diversos concertos do Weezer.
Em março de 2004 o Weezer lançou seu primeiro DVD, “Video Capture Device”, que consiste em todos os seus videoclipes, apresentações e vídeos caseiros. O DVD foi muito bem aceito pelos fãs e foi declarado “Ouro” em 8 de novembro de 2004. O sucessor de Maladroit só é lançado em 2005, depois de muitas seções de estúdio. Make Believe divide opiniões: enquanto para alguns é o melhor disco da banda desde Pinkerton, para outros trata-se de um incontestável sinal de decadência.
KYUSS
Kyuss (pronuncia-se kaius) é uma banda formada em 1989 em Palm Springs, Califórnia. Popularizou o até então desconhecido movimento musical stoner rock. A banda ganhou status de cult pois em pouco tempo lançou álbuns aclamados e realizou várias turnês. De suas cinzas nasceram os grupos Queens of the Stone Age, Che, Hermano e Mondo Generator.
Com influências que iam do heavy metal ao punk rock, a banda foi formada em Palm Springs,Califórnia em 1989 sob o nome de Katzenjammer (mais tarde nome de uma canção do álbum Wretch) composta por John Garcia (vocal), Josh Homme (guitarra), Chris Cockrell (baixo), Brant Bjork (bateria) e Nick Oliveri (guitarra base). Essa formação era um projeto da banda, na qual ela tentava tocar músicas do Black Flag sem sucesso por serem velozes demais para eles naquele tempo. E não durou muito, com Oliveri saindo por se mudar de cidade por um ano e pelo desejo de Josh em ser o único guitarrista da banda.
Logo, trocaram o nome para Sons Of Kyuss, inspirados em uma criatura do jogo Dungeons & Dragons e começaram a tocar nas chamadas “generator parties”, festas no meio do deserto regadas a bebidas e drogas ilícitas, em que as bandas usavam geradores movidos a gasolina para gerar energia para os equipamentos. Josh Homme começou a ganhar uma reputação por tocar guitarra elétrica através de amplificadores de baixo para criar um som pesado e grave. Muitos não os consideravam como apenas outra banda de rock/metal pelo talento de Josh na guitarra e o som mais psicodélico que eles faziam.
Após gravarem uma demo, eles conseguem lançar em 1990 um EP independente chamado Sons of Kyuss (composto basicamente das canções que formariam o primeiro álbum do Kyuss), após o qual Chris Cockrell deixa a banda. Nick Oliveri é chamado para tocar baixo no lugar de Cockrell e a banda consegue assinar um contrato com um pequeno selo californiano chamado Dali Records. A banda encurta seu nome para Kyuss.
A banda lança em 1991 o album Wretch, mas fica descontente com a gravação e distribuição do album. Apesar disso, ali tinha uma banda promissora. Mas em um dos seus shows, que era o grande forte do Kyuss, conheceram Chris Goss da então banda Masters of Reality que foi convidado para produzir o próximo album da banda. Josh tinha 18 anos. Garcia tinha 21.
Seu segundo álbum de estúdio, lançado em 1992 e intitulado Blues for the Red Sun foi aclamado pelo público e pela crítica. A banda estava com um novo folêgo pois assinou com uma gravadora major, a Elektra Records e tinha músicas tocando na rádio, e por último, escurssionou com bandas como Metallica, Soundgarden e Tool. Mas com esse inesperado estouro, começa os desentendimentos entre os integrantes, principalmete pelas longas turnês. Quando a banda começa a trabalhar no próximo album, Nick Olivieri sai da banda e em seu lugar, entra Scott Reeder (ex-The Obsessed). Josh tinha 19 anos
Com essa nova formação gravam o clássico Welcome To Sky Valley lançado em 1994 e produzido por Goss também. O album foi um sucesso de críticas e público,e ainda mais por se tratar de um projeto ambicioso (o album é composto de três suítes),e entram mais turnês e mais hits. No fim da turnê, para a supresa de todos, Brant Bjork sai da banda e em seu lugar entra o músico de jazz Alfredo Hernandez. Josh tinha 21 anos. Garcia tinha 24 anos.
Em 1995 sai o último album de estudio da banda o experimental …And The Circus Leaves The Town, um bom album que não agradou a imprensa e nem os fãs, que ficaram divididos. A banda anuncia seu fim. Josh tinha 22 anos. Garcia tinha 25 anos.
RED HOT CHILI PEPPERS
Red Hot Chili Peppers é uma banda de rock dos Estados Unidos formada em Los Angeles, Califórnia, em 1983. A banda, vencedora de seis Grammys, é composta por quatro membros: o vocalista Anthony Kiedis, o baixista Michael "Flea" Balzary, o baterista Chad Smith e o guitarrista Josh Klinghoffer, que está atualmente substituindo John Frusciante. Assistindo a várias mudanças e a problemas pessoais de membros, o estilo da banda é variado, conseguindo juntar elementos do funk tradicional com elementos de outros gêneros como punk rock e rock psicodélico.
Eles eram garotos de Hollywood que descobriram um som diferente. Em retrospecto eles estavam fora do contexto, fora do que havia na época. Eram diferentes. Os Chili Peppers causaram polêmica desde o início, com suas famosas "Socks on Cocks", mas, por trás da fachada extravagante há uma amizade inabalável. O grupo passou pela morte de um dos integrantes por overdose de heroína (Hillel Slovak), e testemunho do quase declínio total de outro (John Frusciante). Após a recuperação, com a "nova" formação, o Red Hot Chili Peppers abriu novas trilhas e atingiu seu maior sucesso, ultrapassando muitos grupos rock atuais.
O RAPPA
O Rappa é uma banda brasileira conhecida por suas letras de forte impacto social e por seus shows sempre animados. Seu ritmo não é exatamente definido nem mesmo pela própria banda. Embora seja de início principalmente reggae e rock, a banda também incorporou elementos de samba, hip-hop, rap, sampler e mpb, mostrando assim o estilo alternativo da banda.
Um de seus maiores sucessos, a música “Pescador de ilusões”, do ex-baterista Marcelo Yuka, tornou-se sucesso no CD em que foi lançada primeiramente, Rappa Mundi, e novamente no Acústico MTV de 2006, com o refrão “Valeu a pena, valeu a pena”. O mesmo feito de popularidade veio com a música “Me deixa”, também de Marcelo Yuka.
Em 2006 foi lançado o Acústico MTV, no qual a banda resgata alguns sucessos e outras músicas nem tão famosas, do primeiro ao último disco lançado na época, e introduz duas músicas inéditas: uma feita especialmente para o Acústico - “Na frente do reto” - e outra que entraria em O Silêncio Que Precede O Esporro - “Não perca as crianças de vista” - mas ficou de fora da lista de músicas.
Historia
Em 1993, com a vinda do cantor regueiro Jamaicano Papa Winnie ao Brasil, foi montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor em suas apresentações. Formada por Nelson Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de vários programas de rádios alternativas do Rio de Janeiro; Marcelo Lobato, que havia participado da banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão, que já havia tocado com grupos africanos na noite de Paris e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5. Após essa série de apresentações como banda de apoio do jamaicano, os quatro resolveram continuar juntos e colocaram anúncio no jornal O Globo para encontrar um vocalista. Dentre extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão foi o escolhido.
A decisão sobre o nome da banda envolveu opções como “Cão-careca” e “Bate-Macumba”. O nome escolhido - O Rappa - vem da designação popular dada aos policiais que interceptam camelôs, os rapas. Com um p a mais para diferenciar, o nome foi escolhido. Um exemplo de a palavra rapa ser aplicada aos caçadores de camelôs pode ser encontrado na música “Óia o rapa!” na composição de Lenine e Sérgio Natureza, gravada pela banda no CD Rappa Mundi.
Finalmente, com Falcão na voz, Marcelo Yuka na bateria, Xandão na guitarra, Nelson Meireles no contra-baixo e Marcelo Lobato no teclado, estava formado O Rappa.
Em 1994, lançaram seu primeiro disco, que levou o nome da banda. O Rappa não obteve muito sucesso e foi o único disco com a presença de Nelson Meireles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a saída de Nelson Meireles, Lauro Farias, que tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo.
Em 1996, foi lançado o CD Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional e quase todas as músicas foram sucesso. Entre elas, Pescador de Ilusões, A Feira e a versão nacional para o sucesso de Jimmy Hendrix, Hey Joe.
Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999 vem a público Lado B Lado A. Com letras “mais fortes” que o anterior, mostra o amadurecimento da banda e revela Yuka como letrista de alto nível em músicas como Minha Alma (a paz que eu não quero) e O que sobrou do céu, além de Tribunal de Rua, que narra história baseada em fato real, conhecido na mídia como “Rambo, o torturador”, que foi a capa da revista Veja de 09/04/1997. Os videoclipes das duas primeiras foram premiadíssimos, tornando-se sucesso nacional.
Em 2000, O Rappa causou “comoção pública e muita indignação” entre diversas bandas: no Rock in Rio que ocorreria no ano seguinte, a banda seria colocada antes de alguns americanos, e protestaram. Foram retaliados com exclusão, e 5 bandas brasileiras saíram do festival em protesto (Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr.)
Em 2001, o baterista Marcelo Yuka foi vítima direta da violência urbana, ao ser baleado durante tentativa de assalto, ficando paraplégico e assim impossibilitado de tocar bateria. Lobato assumiu o instrumento (deixando para seu irmão Marcos Lobato, contribuinte do O Rappa, os teclados, este não entrou oficialmente para a banda) e O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, o baterista voltou ao grupo e no mesmo ano lançaram o disco Instinto Coletivo ao vivo, com um show gravado em 2000, ainda com Yuka na bateria e três inéditas de sua autoria.
Yuka desligou-se de O Rappa deixando inimizade com os outros companheiros, alegando ter sido expulso por não concordar com o novo rumo que a banda vinha seguindo. Yuka fundou outro grupo, F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que faz parte de um projeto social homônimo, que, segundo Yuka, era algo maior do que O Rappa o possibilitava. A dedicação de Yuka ao projeto F.ur.t.o. pode ser vista mesmo durante sua estadia no O Rappa: ele aparece com uma camiseta preta com o nome F.ur.t.o. em branco durante o vídeo clipe Minha Alma (A paz que eu não quero) vídeo clipe que deu toda a projeção ao O Rappa como movimento social e não somente uma banda de rock.
Em 2003, O Silêncio Que Precede O Esporro, primeiro álbum sem ligação com Yuka foi lançado. Sem as letras de Yuka, Marcos Lobato, tecladista colaborador, tornou-se o principal compositor com a autoria de diversas músicas de sucessos como Reza Vela e Rodo Cotidiano. Em parceria com Carlos Pombo compuseram O Salto, com letra forte em relação ao resto do disco, mais ameno sem as letras de Yuka. Em seguida foi lançado o DVD homônimo, gravado ao vivo no Olimpo - Rio de Janeiro.
Em 2006, atendendo a convite por parte da MTV Brasil, a banda gravou o especial Acústico MTV com participação de Maria Rita em “O que sobrou do céu” e “Rodo Cotidiano”, e Siba, do Mestre Ambrózio, na rabeca em “Homem Amarelo” e “Cristo e Oxalá”. O disco também rendeu um DVD com algumas músicas além das presentes no CD.
Já no ano de 2008, a banda em parceria com a Samsung, gravou o single É preciso mais som, logo após o estouro do cd 7x (Sete Vezes), lançado 5 anos após o último cd feito em estúdio pela banda (O silêncio que precede o Esporro), e 3 anos após o acústico MTV.
Um de seus maiores sucessos, a música “Pescador de ilusões”, do ex-baterista Marcelo Yuka, tornou-se sucesso no CD em que foi lançada primeiramente, Rappa Mundi, e novamente no Acústico MTV de 2006, com o refrão “Valeu a pena, valeu a pena”. O mesmo feito de popularidade veio com a música “Me deixa”, também de Marcelo Yuka.
Em 2006 foi lançado o Acústico MTV, no qual a banda resgata alguns sucessos e outras músicas nem tão famosas, do primeiro ao último disco lançado na época, e introduz duas músicas inéditas: uma feita especialmente para o Acústico - “Na frente do reto” - e outra que entraria em O Silêncio Que Precede O Esporro - “Não perca as crianças de vista” - mas ficou de fora da lista de músicas.
Historia
Em 1993, com a vinda do cantor regueiro Jamaicano Papa Winnie ao Brasil, foi montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor em suas apresentações. Formada por Nelson Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de vários programas de rádios alternativas do Rio de Janeiro; Marcelo Lobato, que havia participado da banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão, que já havia tocado com grupos africanos na noite de Paris e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5. Após essa série de apresentações como banda de apoio do jamaicano, os quatro resolveram continuar juntos e colocaram anúncio no jornal O Globo para encontrar um vocalista. Dentre extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão foi o escolhido.
A decisão sobre o nome da banda envolveu opções como “Cão-careca” e “Bate-Macumba”. O nome escolhido - O Rappa - vem da designação popular dada aos policiais que interceptam camelôs, os rapas. Com um p a mais para diferenciar, o nome foi escolhido. Um exemplo de a palavra rapa ser aplicada aos caçadores de camelôs pode ser encontrado na música “Óia o rapa!” na composição de Lenine e Sérgio Natureza, gravada pela banda no CD Rappa Mundi.
Finalmente, com Falcão na voz, Marcelo Yuka na bateria, Xandão na guitarra, Nelson Meireles no contra-baixo e Marcelo Lobato no teclado, estava formado O Rappa.
Em 1994, lançaram seu primeiro disco, que levou o nome da banda. O Rappa não obteve muito sucesso e foi o único disco com a presença de Nelson Meireles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a saída de Nelson Meireles, Lauro Farias, que tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo.
Em 1996, foi lançado o CD Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional e quase todas as músicas foram sucesso. Entre elas, Pescador de Ilusões, A Feira e a versão nacional para o sucesso de Jimmy Hendrix, Hey Joe.
Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999 vem a público Lado B Lado A. Com letras “mais fortes” que o anterior, mostra o amadurecimento da banda e revela Yuka como letrista de alto nível em músicas como Minha Alma (a paz que eu não quero) e O que sobrou do céu, além de Tribunal de Rua, que narra história baseada em fato real, conhecido na mídia como “Rambo, o torturador”, que foi a capa da revista Veja de 09/04/1997. Os videoclipes das duas primeiras foram premiadíssimos, tornando-se sucesso nacional.
Em 2000, O Rappa causou “comoção pública e muita indignação” entre diversas bandas: no Rock in Rio que ocorreria no ano seguinte, a banda seria colocada antes de alguns americanos, e protestaram. Foram retaliados com exclusão, e 5 bandas brasileiras saíram do festival em protesto (Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr.)
Em 2001, o baterista Marcelo Yuka foi vítima direta da violência urbana, ao ser baleado durante tentativa de assalto, ficando paraplégico e assim impossibilitado de tocar bateria. Lobato assumiu o instrumento (deixando para seu irmão Marcos Lobato, contribuinte do O Rappa, os teclados, este não entrou oficialmente para a banda) e O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, o baterista voltou ao grupo e no mesmo ano lançaram o disco Instinto Coletivo ao vivo, com um show gravado em 2000, ainda com Yuka na bateria e três inéditas de sua autoria.
Yuka desligou-se de O Rappa deixando inimizade com os outros companheiros, alegando ter sido expulso por não concordar com o novo rumo que a banda vinha seguindo. Yuka fundou outro grupo, F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que faz parte de um projeto social homônimo, que, segundo Yuka, era algo maior do que O Rappa o possibilitava. A dedicação de Yuka ao projeto F.ur.t.o. pode ser vista mesmo durante sua estadia no O Rappa: ele aparece com uma camiseta preta com o nome F.ur.t.o. em branco durante o vídeo clipe Minha Alma (A paz que eu não quero) vídeo clipe que deu toda a projeção ao O Rappa como movimento social e não somente uma banda de rock.
Em 2003, O Silêncio Que Precede O Esporro, primeiro álbum sem ligação com Yuka foi lançado. Sem as letras de Yuka, Marcos Lobato, tecladista colaborador, tornou-se o principal compositor com a autoria de diversas músicas de sucessos como Reza Vela e Rodo Cotidiano. Em parceria com Carlos Pombo compuseram O Salto, com letra forte em relação ao resto do disco, mais ameno sem as letras de Yuka. Em seguida foi lançado o DVD homônimo, gravado ao vivo no Olimpo - Rio de Janeiro.
Em 2006, atendendo a convite por parte da MTV Brasil, a banda gravou o especial Acústico MTV com participação de Maria Rita em “O que sobrou do céu” e “Rodo Cotidiano”, e Siba, do Mestre Ambrózio, na rabeca em “Homem Amarelo” e “Cristo e Oxalá”. O disco também rendeu um DVD com algumas músicas além das presentes no CD.
Já no ano de 2008, a banda em parceria com a Samsung, gravou o single É preciso mais som, logo após o estouro do cd 7x (Sete Vezes), lançado 5 anos após o último cd feito em estúdio pela banda (O silêncio que precede o Esporro), e 3 anos após o acústico MTV.
AUDIOSLAVE
Para se entender a história da formação do Audioslave, é preciso falar de duas bandas de peso no cenário do rock: Rage Against the Machine e Soundgarden. Zack de la Rocha, o vocalista do Rage Against the Machine deixou a banda em outubro de 2000 para seguir carreira solo, ao passo que os três integrantes remanescentes partiam para a busca de um novo vocalista. O futuro do Rage Against the Machine era incerto quando Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk receberam o vocalista Chris Cornell (ex-Soundgarden) para um ensaio.
Cornell vinha de uma bem sucedida carreira no Soundgarden nos anos 90 e já havia lançado um álbum solo, “Euphoria Morning”, em 1999. O entrosamento entre os ex-Rage Against the Machine e o ex-Soundgarden superou as expectativas de todos, em pouquíssimo tempo uma banda nova estava surgindo. Os músicos tinham contratos em vigor com duas grandes gravadoras, e rivais. De um lado a Epic/Sony Music do Rage Against the Machine e de outro a A&M/Interscope do grupo Universal, gravadora de Chris Cornell. Através de um acordo raro na indústria fonográfica, que não foi conseguido sem que houvesse muita negociação, foi permitido aos músicos seguir em frente.
Os boatos sobre a nova banda não demoraram a surgir na internet, o que dividiu tanto os fãs de RATM quanto os fãs do Soundgarden. Do lado do RATM, os fãs lamentavam a perda de identidade do grupo, já que Cornell representa um caminho bem diferente da firmeza política e da influência hip-hop de Zack de la Rocha. Já muitos fãs do Soundgarden repudiavam Cornell justamente por entrar num grupo muito vulgarmente taxado de rap-metal. Se for para tocar rock de peso novamente, então porque o fim do Soundgarden? Mesmo entre aqueles que admiram Chris Cornell e que acompanharam a sua carreira solo, questionavam a coerência do músico, já que a união com o Rage Against the Machine significava um caminho radicalmente oposto ao que pôde ser conferido em Euphoria Morning. Mas, sem dar ouvido a esse tipo de manifestação, o futuro Audioslave permaneceu unido e disposto a provar a todos o quanto ainda é possível ousar e atingir novos horizontes com o novo trabalho.
Por pouco, o Audioslave não acabou antes mesmo de começar. Além de contar com duas gravadoras, a banda inicialmente contava com dois times de empresários, os “managers”. De um lado, a empresa que cuida da carreira de Chris Cornell e de outro a empresa que defendia os interesses do Rage Against the Machine. Com tanta gente dando palpites, não foi muito difícil acontecerem os primeiros conflitos. Em março de 2002, o Audioslave (que ainda sequer tinha definido o nome da banda) anunciou a participação na turnê Ozzfest. Com tudo definido, datas e horários dos shows (o Audioslave seria um headliner, a atração principal), Chris Cornell anuncia que está fora. Tanto da turnê Ozzfest como da banda em si. Foi um novo choque para a base de fãs do Soundgarden/Rage Against the Machine. Mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta para ficar. E a partir de então, o grupo passou a contar com apenas um manager, da empresa The Firm, de Los Angeles.
TEARS FOR FEARS
Uma das mais adoradas bandas britânicas a emergirem após a onda new wave, no ínicio da década de 80, o Tears for Fears estourou em 1985 com os hits Everybody Wants To Rule The World, Shout e Head Over Heels. Essas canções fazem parte de seu segundo álbum, Songs from the Big Chair, que chegou ao topo da parada da Billboard, onde permaneceu por 5 semanas. No total, o disco permaneceu 83 semanas no Top 200 americano, recebendo 5 discos de platina, e 81 semanas entre os mais vendidos da Inglaterra.
O Tears for Fears foi formado em 1981, em Bath, Inglaterra, depois que os amigos de infância Roland Orzabal e Curt Smith gravaram seu primeiro disco com a banda de ska Graduate. O nome Tears for Fears foi criado a partir dos ensinamentos de Arthur Janov, cuja teoria do grito primal influenciou fortemente John Lennon.
A dupla lançou seu primeiro single em 1982, Mad World, que chegou ao número 3 da parada britânica. Em 1983, eles lançam Change (#4) e Pale Shelter (#5), todos retirados de seu álbum de estréia, The Hurting.
Depois do estrondoso sucesso de Songs From the Big Chair e uma debilitante turnê mundial (que incluiu apresentações em concertos beneficentes para arrecadar fundos para aliviar a fome na África), o Tears for Fears entrou em um prolongado recesso. Eles só retornariam em 1989 com um novo e maravilhoso single, Sowing The Seeds Of Love (#2 nos EUA, #5 no Reino Unido) e o disco platinado The Seeds of Love (#1 na Inglaterra). O disco incluía a balada Woman In Chains, que ajudou a deslanchar a carreira da vocalista Oleta Adams, descoberta por Orzabal e Smith em um bar de hotel de Kansas City.
Depois da saída de Curt Smith em 1991 para seguir carreira solo, a coletânea Tears Roll Down (Greatest Hits 82-92) foi lançada, em 1992. Orzabal seguiu adiante ainda sob o nome de Tears for Fears, lançando os álbuns Elemental em 1993 e Raoul and the Kings of Spain em 1995. Os projetos solos de Smith renderam Mayfield (1998), Aeroplane (1999) e Halfway, Pleased (2008). Orzabal também lançou um álbum solo, Tomcats Screaming Outside, em 2001.
Após dez anos de silêncio, os dois reataram a amizade e, em setembro de 2001, começaram a trabalhar juntos para criar novas músicas. Em 2004, com a intenção de obter novamente o sucesso, é lançado o álbum Everybody Loves a Happy Ending.
O Tears for Fears foi formado em 1981, em Bath, Inglaterra, depois que os amigos de infância Roland Orzabal e Curt Smith gravaram seu primeiro disco com a banda de ska Graduate. O nome Tears for Fears foi criado a partir dos ensinamentos de Arthur Janov, cuja teoria do grito primal influenciou fortemente John Lennon.
A dupla lançou seu primeiro single em 1982, Mad World, que chegou ao número 3 da parada britânica. Em 1983, eles lançam Change (#4) e Pale Shelter (#5), todos retirados de seu álbum de estréia, The Hurting.
Depois do estrondoso sucesso de Songs From the Big Chair e uma debilitante turnê mundial (que incluiu apresentações em concertos beneficentes para arrecadar fundos para aliviar a fome na África), o Tears for Fears entrou em um prolongado recesso. Eles só retornariam em 1989 com um novo e maravilhoso single, Sowing The Seeds Of Love (#2 nos EUA, #5 no Reino Unido) e o disco platinado The Seeds of Love (#1 na Inglaterra). O disco incluía a balada Woman In Chains, que ajudou a deslanchar a carreira da vocalista Oleta Adams, descoberta por Orzabal e Smith em um bar de hotel de Kansas City.
Depois da saída de Curt Smith em 1991 para seguir carreira solo, a coletânea Tears Roll Down (Greatest Hits 82-92) foi lançada, em 1992. Orzabal seguiu adiante ainda sob o nome de Tears for Fears, lançando os álbuns Elemental em 1993 e Raoul and the Kings of Spain em 1995. Os projetos solos de Smith renderam Mayfield (1998), Aeroplane (1999) e Halfway, Pleased (2008). Orzabal também lançou um álbum solo, Tomcats Screaming Outside, em 2001.
Após dez anos de silêncio, os dois reataram a amizade e, em setembro de 2001, começaram a trabalhar juntos para criar novas músicas. Em 2004, com a intenção de obter novamente o sucesso, é lançado o álbum Everybody Loves a Happy Ending.
PRIMUS
A banda Primus, originalmente chamada Primate foi formada em 1984 por Les Claypool (vocalista e baixista), Todd Huth (guitarrista) e Jay Lane (baterista). Depois do curto período que a banda teve, Les voltou à sua banda de colégio, os Blind Illusion e gravou um álbum, o The Sane Asylum.
O álbum de estreia saiu apenas em 1990, o Suck On This, gravado ao vivo e lançado de forma independente. Algumas músicas deste primeiro disco foram regravadas no primeiro álbum de estúdio, Frizzle Fry, ainda em 1990. O material restante seria usado nos álbuns a seguir, com excepção apenas para a música Jellikit, embora tenha sido feita uma versão alternativa mais tarde.
Com a boa repercussão dos dois primeiros álbuns independentes o Primus foi contratado ainda em 1991 por uma editora profissional, a pequena Interscope Records. Gravou o Sailing The Seas of Cheese ganhando um Álbum de Ouro. Este Álbum conta com a participação de Tom Waits em Tommy The Cat. Em 1993 com o álbum Pork Soda a banda Primus subiu as paradas dos Estados Unidos. Em 1995 saiu o Tales From the Punchbowl, o último trabalho de estúdio com Tim Alexander, que saiu em 1996 por alegar diferenças criativas. O seu substituto foi Brian Mantia, mais conhecido por Brain. Com esta formação, gravaram dois albuns, Brown Album, de 1997, e mais tarde Antipop, em 1999, que contou com a presença de ilustres convidados.
Em 2003 lançaram Animals Should Not Try To Act Like People, um pack cd/dvd que conta com 5 novas músicas e 3 horas de vídeo, respectivamente. Nessas 3 horas estão incluídos todos os vídeoclips da banda e filmagens raras. Em 2004 saiu o dvd ao vivo Hallucino Genetics Live 2004, gravado em Chicago.ROB ZOMBIE
Rob Cummings, que depois se tornaria Rob Zombie, nasceu em Haverhill, Massachusetts. Quando se formou na escola, Rob mudou-se para Nova York, onde trabalhou como assistente de produção e desenhista de uma revista pornô, juntamente com a namorada, Sean Yseult, formada em design na Carolina do Sul. Foram alguns anos juntos nesse meio, até que, em 1985, eles decidiram partir para a música.
Ao lado de Tom Guay e Ivan DePrume, o casal montou a banda White Zombie, em 1985. Rob era fã de filmes de horror e o nome foi dado em referência ao filme “White Zombie”, com Bela Lugosi, em 1932. A formação era Rob nos vocais, Ivan na bateria, Tom na guitarra e Sean no baixo. O curioso é que ela não sabia tocar o instrumento e ficava apenas segurando o baixo e se movimentando nos shows. Rob era ainda o responsável pela arte dos álbuns, design das camisetas, vídeoclipes e da concepção dos cenários dos shows.
A história da banda incluiu muitas mudanças de integrantes, expulsões e o término do namoro de Rob e Sean. O lançamento mais famoso do White Zombie veio só em 1995, “Astro Creep 2000”, que chegou ao sexto lugar da Billboard. Rob dirigiu o vídeoclipe da música “More Human Than Human”, que ganhou naquele ano o MTV Video Music Awards na categoria de melhor vídeo Hardcore.
Durante a turnê do disco, Rob participou de alguns projetos solos. Fez um dueto com Alice Cooper para a trilha sonora do seriado “Arquivo X”, a música “The Hands of Death”, que chegou a ser nomeada a um Grammy. O músico foi ainda convidado a criar uma cena para o filme “Beavis e Butt-head Do America”. Neste período, o White Zombie tirou longas férias e anunciou que não voltaria a tocar. Foi a deixa para Rob Zombie se dedicar à carreira solo.
O primeiro trabalho demorou um ano para ficar pronto, foi lançado pela Geffen em agosto de 1998. “Hellbilly Deluxe” foi produzido pelo próprio Rob em parceria com Scoot Humphrey, que já havia trabalhado com os Metallica. O disco entrou no Top 5 da Billboard. O show que Rob criou incluiu luzes, sons e vídeos especiais. O álbum vendeu 3 milhões de cópias e a turnê acumulou um público de 1 milhão de pessoas. A nomeação ao Grammy com a música “Superbeast” na categoria melhor performance de Hard Rock, só confirmou o sucesso.
De volta para casa depois da turnê, Rob lançou um disco com remixes do primeiro trabalho solo, “American Made Music to Strip By”. O trabalho incluiu também as músicas que entraram nas trilhas sonoras de “Matrix” e “Fim dos Dias”. Em 2000, o cantor escreveu a música “Scum of the Earth” para outro filme, “Missão Impossível II”, que vendeu três milhões de cópias. No mesmo ano, Rob resolveu se arriscar no mundo do cinema e começou a trabalhar no seu primeiro filme, “House of 1000 Corpses”, pela Universal Studios.
O longa, com roteiro e direção de Rob, teve problemas de distribuição e o lançamento levou anos para acontecer. A Universal achou o filme muito escuro e perturbador e se recusou a lançá-lo, o que também aconteceu com a Miramax e a MGM. A única que se interessou no trabalho foi a Lion Gates, mas o filme só estreou em abril de 2003.
Enquanto isso, Rob Zombie não ficou parado. “The Sinister Urge” foi lançado em 2001 pela Universal Music e co-produzido novamente por Scott Humphrey. O que chamou a atenção no disco foram as participações especiais, entre elas Ozzy Osbourne e Beasties Boys. O som, mais dramático, ganhou reforço com alguns músicos de orquestra, tudo gravado ao vivo no estúdio, sem nenhum truque com computador.
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| WHITE ZOMBIE |
A história da banda incluiu muitas mudanças de integrantes, expulsões e o término do namoro de Rob e Sean. O lançamento mais famoso do White Zombie veio só em 1995, “Astro Creep 2000”, que chegou ao sexto lugar da Billboard. Rob dirigiu o vídeoclipe da música “More Human Than Human”, que ganhou naquele ano o MTV Video Music Awards na categoria de melhor vídeo Hardcore.
Durante a turnê do disco, Rob participou de alguns projetos solos. Fez um dueto com Alice Cooper para a trilha sonora do seriado “Arquivo X”, a música “The Hands of Death”, que chegou a ser nomeada a um Grammy. O músico foi ainda convidado a criar uma cena para o filme “Beavis e Butt-head Do America”. Neste período, o White Zombie tirou longas férias e anunciou que não voltaria a tocar. Foi a deixa para Rob Zombie se dedicar à carreira solo.
O primeiro trabalho demorou um ano para ficar pronto, foi lançado pela Geffen em agosto de 1998. “Hellbilly Deluxe” foi produzido pelo próprio Rob em parceria com Scoot Humphrey, que já havia trabalhado com os Metallica. O disco entrou no Top 5 da Billboard. O show que Rob criou incluiu luzes, sons e vídeos especiais. O álbum vendeu 3 milhões de cópias e a turnê acumulou um público de 1 milhão de pessoas. A nomeação ao Grammy com a música “Superbeast” na categoria melhor performance de Hard Rock, só confirmou o sucesso.
De volta para casa depois da turnê, Rob lançou um disco com remixes do primeiro trabalho solo, “American Made Music to Strip By”. O trabalho incluiu também as músicas que entraram nas trilhas sonoras de “Matrix” e “Fim dos Dias”. Em 2000, o cantor escreveu a música “Scum of the Earth” para outro filme, “Missão Impossível II”, que vendeu três milhões de cópias. No mesmo ano, Rob resolveu se arriscar no mundo do cinema e começou a trabalhar no seu primeiro filme, “House of 1000 Corpses”, pela Universal Studios.
O longa, com roteiro e direção de Rob, teve problemas de distribuição e o lançamento levou anos para acontecer. A Universal achou o filme muito escuro e perturbador e se recusou a lançá-lo, o que também aconteceu com a Miramax e a MGM. A única que se interessou no trabalho foi a Lion Gates, mas o filme só estreou em abril de 2003.
Enquanto isso, Rob Zombie não ficou parado. “The Sinister Urge” foi lançado em 2001 pela Universal Music e co-produzido novamente por Scott Humphrey. O que chamou a atenção no disco foram as participações especiais, entre elas Ozzy Osbourne e Beasties Boys. O som, mais dramático, ganhou reforço com alguns músicos de orquestra, tudo gravado ao vivo no estúdio, sem nenhum truque com computador.
Em 2003, Rob lançou uma coletânea da carreira solo e com algumas músicas do White Zombie. O disco foi muito bem recebido, chegou a vender 500 mil cópias nos primeiros meses, além de ter começado 2004 na décima primeira posição da Billboard.
DAVE MATHEWS BAND
Dave Matthews viveu na África do Sul até seus 10 anos de idade, quando seu pai faleceu devido a complicações da doença de Hodgkins. Sua família então mudou para Yorktown Heighs, Nova York mas aos 12 anos ele retorna à Africa do Sul onde permanece mudando de escola para escola, concentrando-se mais na música do que nos estudos. Após o colegial, Dave se estabelece em Charlottesville, Virgínia onde, incerto do que iria fazer, torna-se um conhecido e querido barman no Miller’s.
Encorajado pelo amigo e guitarrista Tim Reynolds, Dave mostra seu lado musical e, a partir de canções que havia escrito, convida o saxofonista LeRoi Moore e o baterista Carter Beauford para gravar uma demo tape. Assim, em 1991, nasce a Dave Matthews Band. Junto com Matthews, Beauford e Moore, nessa primeira formação, estão: Stefan Lessard (baixo), Boyd Tinsley (violinos) e Peter Griesar (teclados).
Desde 1998, o tecladista Butch Taylor se apresenta ao vivo com a banda. A partir de 2005, o trompetista Rashawn Ross (ex-Soulive) também passou a fazer parte da banda ao vivo. Nenhum dos dois é considerado um integrante oficial.
Em Agosto de 2008, após variadas complicações sofridas devido a um acidente de moto, o saxofonista LeRoi Moore faleceu em Los Angeles.
Em Setembro e Outubro de 2008 a banda realiza shows em Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires com a participação do “flecktone” Jeff Coffin para suprir a falta de LeRoi.
Em posts regulares no seu Twitter - http://twitter.com/DaveJMatthews - Dave cita que já trabalha em um novo disco com música inéditas. Entitulado Big Whiskey and the Groogrux King, o álbum está previsto para ser lançado em junho de 2009. Groogrux King, como também era conhecido LeRoi Moore, prova que o trabalho será feito em sua homenagem.
BEN HARPER
Nascido na Califórnia, Ben Harper cresceu a ouvir blues, folk, soul, r&b e reggae. Aprendeu a tocar guitarra ainda criança e montou diversas bandas em sua adolescência, sempre influenciado por nomes como Blues Traveler, Hootie & the Blowfish e Phish.
Sua carreira profissional como artista solo começou em 1993 com “Welcome To The Cruel World”. Sempre seguindo um intervalo de dois anos, foram lançados “Fight For Your Mind” (1995), “The Will To Live” (1997) e “Burn To Shine” (1999).
Uma caixa especial intitulada “CD Box Collection”, contendo os 3 primeiros álbuns de Harper saiu em 2000 e, no ano seguinte, chega o duplo ao vivo “Live From Mars”. O disco foi dividido em um elétrico e outro mais acústico e traz os maiores ‘hits’ do músico como “Excuse Me Mr.”, “Steal My Kisses” e “Pleasure And Pain”.
Seu sexto trabalho é “Diamonds On The Inside” (2003). O álbum é uma mistura de heavy, funk e folk. Ao lado dele estão The Inocent Criminals, formado pelo baixista Juan Nelson, o percussionista Leon Lewis Mobley e o baterista Oliver Charles. Os destaques foram “With My Own Two Hands”, “Everything”, “Amen Omen”, além da própria faixa-título.
Em 2004 o californiano estava de volta com um novo trabalho “There Will be a light”. O disco que reúne 11 faixas conta com a participação do grupo gospel Blind Boys of Alabama, que deu ao álbum uma nova roupagem e trouxe elementos da música country, gospel e da soul music.
“Live At The Apollo” lançado em 2005 traz grandes sucessos como “Well Well Well” e “Church on Time”. As 15 faixas do cd foram gravadas ao vivo em um show consagrado que rendeu ao artista um DVD.
Ben Harper lançou trabalhos que lhe deram o ‘status’ de um dos artistas mais importantes da atualidade. Além de sua música, a aparência e a atitude do músico impressionavam a todos, principalmente em suas performances ao vivo, que não são poucas, já que ele faz em média 150 shows por ano. Foi em função de toda essa consagração que o cantor conquistou ao lado do grupo The Blind Boys of Alabama, o Grammy de melhor álbum de Soul Gospel pelo disco “There Will Be a Light”. O evento comemorou a 47° edição do Grammy, e aconteceu em fevereiro de 2005 na cidade de Los Angeles.
Em 2005 ao lado do premiado grupo Blind Boys of Alabama, o cantor presenteou o público com o CD e DVD ao vivo “Live At The Apollo”. O material traz um registro de um show gravado em 2004 no famoso teatro Apollo em Nova York. Destaque para músicas como “Church House Steps”, “Picture Of Jesus”, “Wicked Man” e “There Will Be A Light”.
Agosto de 2007: Ben Harper lança o álbum “Lifeline”, centrado no soul acústico americano, respeitando as tradicionais raízes do género. “Busco criar um diálogo com os instrumentos e com os membros da banda, e, através desse diálogo, conectar-se a quem o ouvir”, disse Ben Harper em entrevista à agência Efe. O processo de criação de “Lifeline” começou após o fim da tour de “Both Sides of the Gun”, em meados de Novembro do ano passado. Ben Harper e os, The Innocent Criminals, ficaram concentrados num estúdio de Paris para gravar e mixar o álbum, o que ocorreu em apenas uma semana. O resultado é um disco em que “não há uma só nota que possa ser eliminada ou uma batida de bateria que sobre ou falte”, afirma o músico.
Ben Harper vai estrear um novo projecto já no próximo ano. A nova banda chama-se Relentless7 e está neste momento a terminar as gravações de White Lies for Dark Times , o álbum de estreia. A notícia foi avançada pela Rolling Stone, que falou com Harper sobre esta nova aventura musical.
NINE INCH NAILS
Nine Inch Nails (abreviado como NIN) é uma banda de rock industrial, fundada em 1988 por Trent Reznor em Cleveland. Reznor é o único membro oficial do Nine Inch Nails e permanece responsável sozinho por sua direção musical, sendo o principal produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista.
Os estilos musicais do NIN abrangem uma grande variedade de gêneros, enquanto retendo um som caracteristicamente intenso usando instrumentos e processos eletrônicos. É um trabalho autoral e sempre atento cuidadosamente aos detalhes da produção. Após gravar um novo álbum, Reznor geralmente reúne uma banda para acompanhá-lo em apresentações ao vivo; este componente ao vivo é uma entidade separada do Nine Inch Nails no estúdio de gravação.
Devido aos seus álbuns conceituais, geralmente Trent Reznor incorpora em seus shows algum personagem que vive à margem da sociedade, beirando entre a depressão e a insanidade. As canções envolvem temas como a introspecção, desespero, exclusão social, e críticas às religiões, ao consumismo e ao mundo das celebridades. Nos palcos, o NIN comumente faz espetáculos artísticos, empregando elementos visuais espetaculares para acompanhar suas performances, que frequentemente culminam com a banda destruindo instrumentos musicais.
Audiências do underground receberam calorosamente o Nine Inch Nails em seus primórdios. Diversos discos influentes nos anos 90 alcançaram vasta popularidade: muitas canções do Nine Inch Nails se tornaram sucesso nas rádios, duas gravações do NIN ganharam Grammy Awards, e a banda vendeu mais do que vinte milhões de álbuns no mundo todo, com 10,5 milhões de vendas certificadas somente nos Estados Unidos. O Nine Inch Nails é considerado um ícone da música alternativa e experimental, inclusive tendo sido listado pela Rolling Stone como 94 em sua lista de 100 maiores artistas do rock de todos os tempos em 2004.A despeito deste sucesso, a banda teve vários feudos com o lado corporativo da indústria fonográfica. Trent Reznor anunciou em 2007 que o Nine Inch Nails prosseguirá independentemente de gravadoras.
O primeiro álbum longe das gravadoras, Ghosts I-IV, foi lançado online em uma variedade de formatos físicos e digitais através do website do grupo e contém 36 faixas instrumentais numeradas, intituladas “Ghosts”, em 4 divisões. Após pouco mais de dois meses, a banda lançou outro álbum, disponibilizando-o grátis na íntegra pela página oficial, chamado The Slip, podendo ser distribuído livremente sem conflito com os direitos autorais.
Em fevereiro de 2009, Reznor postou seus pensamentos sobre o futuro do Nine Inch Nails no NIN.com, dizendo que “Eu estive pensando por um tempo, agora é a hora do NIN desaparecer um pouco.” Reznor disse em uma entrevista no site que ele não parou de fazer música com o Nine Inch Nails, mas que o Nine Inch Nails parou de fazer tours no futuro próximo. A banda fez seu ultimo show no Wiltern Theater em Los Angeles. No mês seguinte, equipamentos excedentes que foram usados nas tours foram postos a venda no eBay.
Trent Reznor disse no site oficial da banda que ele ainda vai continuar fazendo novos projetos tanto com o Nine Inch Nails quanto com outras bandas após a Tour Wave Goodbye. Algum tempo depois foi anunciado no Twitter da banda que uma edição de luxo do album The Fragile vai ser lançada em 2010. Atualmente Reznor está trabalhando num projeto com sua mulher Mariqueen Maandig e Atticus Ross chamado How to Destroy Angels.
L7
L7: Foi uma banda de alternative rock/grunge formada em 1985, em Los Angeles, Califórnia; por Donita Sparks e Suzi Gardner, mais tarde, juntando-se à Jennifer Finch e Dee Plakas.
Elas assinaram com a Epitaph Records para seu primeiro álbum e com a Sub Pop em 1989.
O nome da banda foi tirado de uma gíria da década de 50, que significa “quadrado”, mas é muitas vezes confundido com uma referência à uma posição sexual, também chamada de “69”.
Em 1991, a banda formou o “Rock For Choise”, um grupo de pré-escolhas dos direitos das mulheres, que foi apoiado por outras bandas daquela época, incluindo Nirvana, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers e Rage Against the Machine. O “Rock for Choice” ainda existe e organiza shows atualmente.
Em seu álbum de 1992 (Bricks Are Heavy), produzido por Butch Vig, exibido na revista Rolling Stone de maio de 1992, na lista “Gravações essenciais da década de 90”, e é amplamente considerado seu clássico.
A banda ganhou uma certa quantidade de notoriedade pelo seu desempenho no Reading Festival 1992, quando Donita Sparks removeu seu tampão no palco e jogou-o na multidão, em protesto contra os mísseis sendo lançados pela multidão. No Reino Unido, a banda é mais famosa por uma aparição no popular programa de entretenimento no fim da noite chamado “The Word”, no qual Sparks puxou sua calça para baixo para revelar a sua ‘área pública’. Durante um show em Londres, em 2000, a banda ofereceu uma estadia à noite com Dee Plakas como prêmio de uma rifa, mas não é claro quanto à questão de saber se esta foi uma verdadeira oferta ou não.
A banda fez uma aparição no filme de 1994, de John Waters, “Serial Mom” sob o nome de “Camel Lips”, uma referência para a impressão visual de uma vulva feminina em um jeans apertado. Também em 1994, a música “Shit List” foi destaque no filme “Natural Born Killers”. Em 1996, ainda outros sons da banda foram exibidos no filme “Shirley”, estreiando Angelina Jolie.
O mais recente álbum da banda “Slap Happy”, foi lançado em 1999, e não alcançou grandes vendas.
RAGE AGAINST THE MACHINE
A história da banda começou por volta de 1991. A primeira apresentação dos Rage Against The Machine foi em Orange County. Em seguida o grupo gravou uma demo de 12 músicas, músicas estas que constituiram, majoritariamente, o primeiro CD da banda. Venderam 5.000 cópias da demo revertendo o lucro para o seu clube de fãs e também em vários concertos na região de Los Angeles. Deram dois concertos no segundo palco, Lollapalooza II em Irvine Meadows, Califórnia. Ali assinaram um contrato com a gravadora Epic.
No fim de 1992 os Rage Against the Machine fizeram uma turnê por toda a Europa realizando concertos com os Suicidal Tendencies. Terminada a turnê, lançaram o seu primeiro álbum, denominado “Rage Against the Machine”, em 10 de Novembro de 1992. O disco vendeu mais de 3 milhões de cópias e esteve no Top 200 da Billboard durante 89 semanas. Inclui, entre outras músicas, Bullet In The Head, Bombtrack, Freedom, Wake Up (que entrou na trilha sonora do filme Matrix, anos mais tarde), e também Killing In The Name, um protesto contra o militarismo norte-americano.
Devido às suas atitudes e letras, os Rage Against The Machine foram censurados e proibidos de realizar concertos em muitos estados norte-americanos. Ironicamente, a censura fez a banda crescer, o que a fez encara-la e lutar contra ela em grandes protestos. Em 1993, realizaram espectáculos em beneficiência da Anti-Nazi League e da Rock for Choice.
No Lollapalooza III, desta vez no palco principal, os Rage Against The Machine subiram mas não tocaram. Fizeram apenas um protesto anti-censura contra a PMRC (Parents Music Resource Center), no qual cada membro da banda ficou de pé, nu, durante cerca de 15 minutos, cada um com uma fita preta na boca e com as letras P (Tim), M (Zack), R (Brad), e C (Tom) escritas no peito. Eles afirmaram: “Se não agirmos contra a censura, não teremos direito a ver mais bandas como os Rage!”
Logo após a banda terminar em 2000 os três membros (Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk) se juntaram a Chris Cornell ex-vocalista do Soundgarden e lançaram 3 albums com a banda Audioslave. Em 2007 a banda Rage Against the Machine voltou, com os membros originais, para 4 concertos ao vivo, entre eles os festivais Coachella e Rock The Bells, e, segundo boatos, até mesmo o lançamento de um novo CD.
TOOL
Tool é uma banda de Los Angeles, Califórnia, formada em 1990. Conhecidos pelas suas composições de elevadíssima qualidade e pelos imensos significados escondidos atrás das palavras do vocalista Maynard James Keenan ou até mesmo em pequenos ruídos imperceptíveis à primeira audição, Tool é uma banda de culto e arrasta consigo uma legião de fãs apaixonados pelas sonoridades transcendentes do grupo.
Desde seu princípio a banda conta com o guitarrista Adam Jones, o baterista Danny Carey e o vocalista Maynard James Keenan. Desde 1995 Justin Chancellor tem sido o baixista da banda, substituindo o baixista original, Paul D’Amour. Tool sempre se saiu bem em vendas ao redor do mundo e já venderam aproximadamente 9.25 milhões de albuns só nos Estados Unidos.
A banda surgiu com um som heavy metal no primeiro album de estúdio Undertow em 1993, numa época que o gênero era dominado pelo thrash metal; e mais tarde se tornou o símbolo do movimento alternative metal com o lançamento de seu segundo album, Ænima, em 1996. Os seus esforços para unir experimentação musical, artes visuais e uma mensagem de evolução pessoal continuou com o terceiro album, Lateralus, em 2001; e o mais recente album, 10,000 Days, lançado em 2006 fez com que a banda fosse ganhasse aclamação da critica e sucesso ao redor do mundo todo.
Devido à incorporação de artes visuais e lançamentos relativamente demorados e complexos, a banda geralmente é descrita como um ato de transcendência de estilo e parte importante dos gêneros progressive metal e art rock. A relação da banda com a atual industria da musica é ambivalente, as vezes marcada pela censura e pela insistência dos membros da banda em manter privacidade.
Desde seu princípio a banda conta com o guitarrista Adam Jones, o baterista Danny Carey e o vocalista Maynard James Keenan. Desde 1995 Justin Chancellor tem sido o baixista da banda, substituindo o baixista original, Paul D’Amour. Tool sempre se saiu bem em vendas ao redor do mundo e já venderam aproximadamente 9.25 milhões de albuns só nos Estados Unidos.
A banda surgiu com um som heavy metal no primeiro album de estúdio Undertow em 1993, numa época que o gênero era dominado pelo thrash metal; e mais tarde se tornou o símbolo do movimento alternative metal com o lançamento de seu segundo album, Ænima, em 1996. Os seus esforços para unir experimentação musical, artes visuais e uma mensagem de evolução pessoal continuou com o terceiro album, Lateralus, em 2001; e o mais recente album, 10,000 Days, lançado em 2006 fez com que a banda fosse ganhasse aclamação da critica e sucesso ao redor do mundo todo.
Devido à incorporação de artes visuais e lançamentos relativamente demorados e complexos, a banda geralmente é descrita como um ato de transcendência de estilo e parte importante dos gêneros progressive metal e art rock. A relação da banda com a atual industria da musica é ambivalente, as vezes marcada pela censura e pela insistência dos membros da banda em manter privacidade.
THE MARS VOLTA
The Mars Volta é uma banda estadunidense fundada por Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez, em 2001. São considerados como uma banda de rock, com influências de punk rock, rock progressivo e música latina.
Membros da banda At the Drive-In, Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez, faziam parte do DeFacto com o técnico de áudio Jeremy Michael Ward desde meados dos anos 90. DeFacto tinha Cedric na bateria, Omar no baixo e Jeremy no vocal, e efeitos de distorção. Apesar de ter-se iniciado como uma banda local com estilo rock, eles foram influenciados pelos pioneiros do reggae como Lee Perry e Dr. Alimantado. O grupo também utilizava música electronica, música latina, salsa e jazz, o que resultava em um som distinto e universal. A banda se apresentou em locais próximos a sua cidade natal, El Paso, Texas, e lançaram seu primeiro álbum How do you dub? You Fight for Dub. You plug Dub in. Ao se transferir para Long Beach, California em 2000 a banda adicionou o tecladista Isaiah “Ikey” Owens. Ikey trouxe um novo tom para o DeFacto que gerou uma popularidade que antes não existia. Em 2001, DeFacto lançou seu segundo álbum, Megaton Shotblast, conseguindo sucesso instantâneo. O DeFacto continuou experimentando novos sons por Omar e Cedric decidiu terminar o At the Drive-In (o resto da banda formou Sparta). Eva Gardner se juntou a banda, o que criou The Mars Volta - um novo projeto que visava preencher seus desejos criativos. Seu nome para o primeiro show público em Anaheim, California foi DeFacto + Eva Gardner + Jon Theodore. Durante 2001, a banda gravou duas músicas com Alex Newport, resultando na sua primeira demo. Gravaram mais três músicas com Alex Newport, o que se tornou o álbum, Tremulant EP, lançado no ínicio de 2002. Tremulant era composto pelas músicas Cut that City, Concertina, e Eunuch Provocateur. O EP era uma fusão de rock progressivo, salsa e música experimental.
De-Loused in the Comatorium:
Seguindo o Tremulant EP, o The Mars Volta continuou com apresentações e troca de membros enquanto preparavam o álbum De-Loused in the Comatorium, produzido por Rick Rubin. Enquanto Tremulant não possuía um tema específico (exceto pela menção a seu álbum seguinte), De-Loused foi o trabalho unificado de fantasia que contava uma história de um viciado de drogas em coma, na primeira pessoa. Apesar das letras implícitas, The Mars Volta alegava em entrevistas que o protagonista do álbum era baseado em um antigo amigo Julio Venegas, ou “Cerpin Taxt”, como mencionado na história, que esteve em coma por vários anos antes de acordar. Ele entrou em coma após ter pulado de um viaduto sobre uma rodovia em El Paso durante o período de pico de trânsito na hora do almoço. A morte de Venegas foi também referenciada na música do At the Drive-In entitulada “Embroglio”, do seu álbum “Acrobatic Tenement”.
Nessa época a banda não possuia um baixista. Flea (renomeado baixista dos Red Hot Chili Peppers) tocou baixo em nove das dez música do LP. De-Loused se tornou seu maior hit tanto para a crítica quanto comercialmente, vendendo 500.000 cópias.
Enquanto estavam como banda de abertura para os Red Hot Chili Peppers na turnê de divulgação do álbum deles, o engenheiro de som e letrista da banda, Jeremy Ward, foi encontrado morto por overdose de drogas. A banda cancelou a segunda parte do turnê e o primeiro single de De-Loused foi posteriormente dedicado à Ward.
Frances the Mute:
Com a volta da turnê De-Loused, Juan Alderete se tornou baixista e Marcel Rodriguez-Lopez (irmão de Omar), percussionista. Iniciava-se então o trabalho para o segundo álbum em 2004.
Em 2005, a banda lançou seu segundo álbum, Frances the Mute, inspirado no engenheiro de som Jeremy Ward. Cada trilha do álbum é inspirada nos personagens descritos em um álbum encontrado no carro de Ward.
Frances se tornou um hit comercial ainda maior que De-Loused, vendendo 123.000 cópias em sua primeira semana e estreando como o número quatro na lista de álbuns da Billboard, principalmente porque “The Widow” recebeu considerável divulgação no rádio. Críticas ao álbum variaram bastante. “L’Via L’Viaquez” foi posteriormente lançada como um single, reduzida de seus doze minutos originais para cinco minutos.
Talvez o fato mais incrível do álbum, seja o grande envolvimento de Omar em sua criação. Ele escreveu todas as partes instrumentais (guitarra, teclado, melodias vocais e rotinas de bateria, com ajuda de Theodore), assim como realizou os arranjos e a produção. Ele utilizou um método que diretores de filme como Woody Allen constumavam usar para produzir grandes performances de seus colegas de banda: proibir os membros de ouvirem outras partes, ou o contexto de sua própria parte, forçando-os a tocarem cada parte como se fosse uma música auto-suficiente.
Durante sua turnê pelos Estados Unidos, o antigo membro do At the Drive-In, Paul Hinojos, se uniu à banda e deixou o Sparta, dizendo: “meu tempo com o Sparta tomou seu rumo, e simplesmente não era mais divertido.” Ele é agora o engenheiro de som, cargo antigo de Ward. Em 2005, a banda entrou em turnê com o System of a Down, dilvulgando seu mais novo álbum.
Amputechture:
Banner promocional do álbum Amputechture (2006)Lançado em setembro de 2006, Amputechture é o terceiro álbum de estúdio da banda, e foi gravado em Los Angeles, E.U.A., e em Melbourne, na Australia e foi produzido por Omar e mixado por Rich Costey. O álbum conta com a participação de vários artistas, como o guitarista John Frusciante da banda Red Hot Chili Peppers, que aparece como convidado em todas as faixas, exceto em “Asilos Magdalena”.
Em Amputechture, pela primeira vez Omar e Cedric conseguiram criar um trabalho singular em sua composição. Entrentanto, o processo criativo continuou o mesmo: Omar compondo a parte musical para Cedric poder escrever as letras — mas desta vez, com mais liberdade para contar histórias obscuras e inusitadas, e iserir vinhetas estranhas, piadas subliminares, toda a sorte de pessoas, eventos, e memórias.
No início de julho, “Asilos Magdalena” foi lançada oficialmente na página da banda no site MySpace. No dia 13 de julho, a banda disponibilizou um link para o site oficial, onde se podia ouvir a música na integra. Logo, a versão de “Asilos Magdalena” do site MySpace foi substituída por uma versão editada para o rádio. “Vermicide” foi confirmada como sendo o primeiro single deste álbum. O álbum estreou no Billboard Top 200 em nono lugar, atingindo a marca de 59,000 cópias vendidas na primeira semana do lançamento.
Membros da banda At the Drive-In, Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez, faziam parte do DeFacto com o técnico de áudio Jeremy Michael Ward desde meados dos anos 90. DeFacto tinha Cedric na bateria, Omar no baixo e Jeremy no vocal, e efeitos de distorção. Apesar de ter-se iniciado como uma banda local com estilo rock, eles foram influenciados pelos pioneiros do reggae como Lee Perry e Dr. Alimantado. O grupo também utilizava música electronica, música latina, salsa e jazz, o que resultava em um som distinto e universal. A banda se apresentou em locais próximos a sua cidade natal, El Paso, Texas, e lançaram seu primeiro álbum How do you dub? You Fight for Dub. You plug Dub in. Ao se transferir para Long Beach, California em 2000 a banda adicionou o tecladista Isaiah “Ikey” Owens. Ikey trouxe um novo tom para o DeFacto que gerou uma popularidade que antes não existia. Em 2001, DeFacto lançou seu segundo álbum, Megaton Shotblast, conseguindo sucesso instantâneo. O DeFacto continuou experimentando novos sons por Omar e Cedric decidiu terminar o At the Drive-In (o resto da banda formou Sparta). Eva Gardner se juntou a banda, o que criou The Mars Volta - um novo projeto que visava preencher seus desejos criativos. Seu nome para o primeiro show público em Anaheim, California foi DeFacto + Eva Gardner + Jon Theodore. Durante 2001, a banda gravou duas músicas com Alex Newport, resultando na sua primeira demo. Gravaram mais três músicas com Alex Newport, o que se tornou o álbum, Tremulant EP, lançado no ínicio de 2002. Tremulant era composto pelas músicas Cut that City, Concertina, e Eunuch Provocateur. O EP era uma fusão de rock progressivo, salsa e música experimental.
De-Loused in the Comatorium:
Seguindo o Tremulant EP, o The Mars Volta continuou com apresentações e troca de membros enquanto preparavam o álbum De-Loused in the Comatorium, produzido por Rick Rubin. Enquanto Tremulant não possuía um tema específico (exceto pela menção a seu álbum seguinte), De-Loused foi o trabalho unificado de fantasia que contava uma história de um viciado de drogas em coma, na primeira pessoa. Apesar das letras implícitas, The Mars Volta alegava em entrevistas que o protagonista do álbum era baseado em um antigo amigo Julio Venegas, ou “Cerpin Taxt”, como mencionado na história, que esteve em coma por vários anos antes de acordar. Ele entrou em coma após ter pulado de um viaduto sobre uma rodovia em El Paso durante o período de pico de trânsito na hora do almoço. A morte de Venegas foi também referenciada na música do At the Drive-In entitulada “Embroglio”, do seu álbum “Acrobatic Tenement”.
Nessa época a banda não possuia um baixista. Flea (renomeado baixista dos Red Hot Chili Peppers) tocou baixo em nove das dez música do LP. De-Loused se tornou seu maior hit tanto para a crítica quanto comercialmente, vendendo 500.000 cópias.
Enquanto estavam como banda de abertura para os Red Hot Chili Peppers na turnê de divulgação do álbum deles, o engenheiro de som e letrista da banda, Jeremy Ward, foi encontrado morto por overdose de drogas. A banda cancelou a segunda parte do turnê e o primeiro single de De-Loused foi posteriormente dedicado à Ward.
Frances the Mute:
Com a volta da turnê De-Loused, Juan Alderete se tornou baixista e Marcel Rodriguez-Lopez (irmão de Omar), percussionista. Iniciava-se então o trabalho para o segundo álbum em 2004.
Em 2005, a banda lançou seu segundo álbum, Frances the Mute, inspirado no engenheiro de som Jeremy Ward. Cada trilha do álbum é inspirada nos personagens descritos em um álbum encontrado no carro de Ward.
Frances se tornou um hit comercial ainda maior que De-Loused, vendendo 123.000 cópias em sua primeira semana e estreando como o número quatro na lista de álbuns da Billboard, principalmente porque “The Widow” recebeu considerável divulgação no rádio. Críticas ao álbum variaram bastante. “L’Via L’Viaquez” foi posteriormente lançada como um single, reduzida de seus doze minutos originais para cinco minutos.
Talvez o fato mais incrível do álbum, seja o grande envolvimento de Omar em sua criação. Ele escreveu todas as partes instrumentais (guitarra, teclado, melodias vocais e rotinas de bateria, com ajuda de Theodore), assim como realizou os arranjos e a produção. Ele utilizou um método que diretores de filme como Woody Allen constumavam usar para produzir grandes performances de seus colegas de banda: proibir os membros de ouvirem outras partes, ou o contexto de sua própria parte, forçando-os a tocarem cada parte como se fosse uma música auto-suficiente.
Durante sua turnê pelos Estados Unidos, o antigo membro do At the Drive-In, Paul Hinojos, se uniu à banda e deixou o Sparta, dizendo: “meu tempo com o Sparta tomou seu rumo, e simplesmente não era mais divertido.” Ele é agora o engenheiro de som, cargo antigo de Ward. Em 2005, a banda entrou em turnê com o System of a Down, dilvulgando seu mais novo álbum.
Amputechture:
Banner promocional do álbum Amputechture (2006)Lançado em setembro de 2006, Amputechture é o terceiro álbum de estúdio da banda, e foi gravado em Los Angeles, E.U.A., e em Melbourne, na Australia e foi produzido por Omar e mixado por Rich Costey. O álbum conta com a participação de vários artistas, como o guitarista John Frusciante da banda Red Hot Chili Peppers, que aparece como convidado em todas as faixas, exceto em “Asilos Magdalena”.
Em Amputechture, pela primeira vez Omar e Cedric conseguiram criar um trabalho singular em sua composição. Entrentanto, o processo criativo continuou o mesmo: Omar compondo a parte musical para Cedric poder escrever as letras — mas desta vez, com mais liberdade para contar histórias obscuras e inusitadas, e iserir vinhetas estranhas, piadas subliminares, toda a sorte de pessoas, eventos, e memórias.
No início de julho, “Asilos Magdalena” foi lançada oficialmente na página da banda no site MySpace. No dia 13 de julho, a banda disponibilizou um link para o site oficial, onde se podia ouvir a música na integra. Logo, a versão de “Asilos Magdalena” do site MySpace foi substituída por uma versão editada para o rádio. “Vermicide” foi confirmada como sendo o primeiro single deste álbum. O álbum estreou no Billboard Top 200 em nono lugar, atingindo a marca de 59,000 cópias vendidas na primeira semana do lançamento.
FAITH NO MORE
O grupo surgiu em 1982, vindo das cinzas do Faith No Man, banda formada e liderada por Mike “The Man” Morris. Roddy Bottum, Mike Bordin e Bill Gould, então integrantes do grupo, decidiram livrar-se de Morris e ao invés de demití-lo, preferiram formar uma nova banda. Por sugestão de um amigo, o nome escolhido foi Faith No More, já que “The Man” (Morris) “não mais” (no more, em inglês) faria parte do grupo (Nota do editor: A tradução literal de Faith No More para o português é de Fé Não Mais). No lugar de Morris, foi recrutado Jim Martin na guitarra. Diversos músicos ocuparam a vaga de vocalista nesta fase - dentre eles Courtney Love - até os membros optarem por Chuck Mosley, que participaria apenas dos dois primeiros discos da banda: We Care a Lot, de 1985, e Introduce Yourself, de 1987.
Mosley foi demitido em 1988 e os motivos da sua saída ainda geram certa discussão entre os fãs de Faith No More. A versão oficial seria de que Chuck foi mandado embora por ser alcoólatra e por ter causado problemas em alguns shows da banda. Entretanto muitos acreditam que o real motivo da demissão foi o fato de Mosley ser um vocalista limitado. No seu lugar foi escolhido Mike Patton, que rapidamente se tornaria a figura mais emblemática do grupo.
Mike Patton entrou no Faith No More poucas semanas antes das gravações do disco The Real Thing por indicação de Jim Martin, que havia ouvido uma fita demo da banda de Patton, o Mr. Bungle.
A banda na sua formação clássica Mike Patton entrou no Faith No More direto para o estúdio onde a banda gravou The Real Thing, lançado em 1989. The Real Thing é um verdadeiro divisor de águas na carreira do grupo, com músicas mais bem resolvidas e com o carisma de Mike Patton contribuindo para transformar o Faith No More num grande sucesso comercial.
A música responsável pela transição foi “Epic”, que com seu arranjo grandioso que faz jus ao título da música, vocal hip-hop e refrão grudento, arrematou o nº 9 na parada de singles da Billboard e teve o videoclipe exibido a exaustão na MTV americana. Com mais dois singles de sucesso, a contagiante Falling to Pieces e o rock de From Out Of Nowhere, o disco The Real Thing chega ao 11º na parada e atinge um milhão de cópias vendidas nos EUA.
O curioso é que internacionalmente, o sucesso da banda foi ainda maior. No Brasil, a MTV Brasil começava a dar seus primeiros passos em 1990 e o Faith No More foi uma das estrelas reveladas naquele ano. A popularidade conquistada pela banda no país impressionou seus próprios integrantes. Em 1991, o FNM tocou para o Maracanã lotado durante o Rock In Rio 2, iniciando um verdadeiro culto à banda nas terras brasileiras. O sucesso foi tão grande que eles retornaram no decorrer daquele ano para uma mini-turnê nacional.
Uma das características das apresentações ao vivo do Faith No More é o hábito das covers insólitas. Ainda antes do sucesso, a banda tocava a improvável Pump Up the Jam do Technotronic, apenas para infernizar suas platéias. Na época de The Real Thing, a banda incluiu no disco um cover de War Pigs do Black Sabbath, em um tempo onde a credibilidade artística do velho Sabbath era próxima a zero. Mas para War Pigs, a tática não funcionou e o Faith No More começou a atrair a atenção e o respeito do público do heavy metal. O que fez a banda? Substituiu War Pigs do repertório dos shows pela melosa balada Easy dos Commodores.
Depois de dois anos de turnê, era hora de pensar no próximo disco e as gravações não foram tranqüilas. O guitarrista Jim Martin estava descontente com os rumos que a sonoridade da banda vinha tomando. Rumores dão conta de que ele participou muito pouco das composições, limitando-se a enviar pelo correio as bases de guitarras em fitas K7 aos outros integrantes da banda.
Em meio à grandes expectativas, Angel Dust foi lançado em 1992 e apontava para outras direções. Descartava definitivamente o rótulo funk metal e vinha recheado de temas mais mórbidos e sombrios. Propositalmente designado para chocar os fãs temporários, a banda apostou em sonoridades inusitadas, longe do hit fácil Epic que carimbava a banda até aquele momento. Diferente do que aconteceu com The Real Thing, em Angel Dust Mike Patton participou de todo o processo criativo do disco, e pôde exercitar o experimentalismo e o gosto pelo bizarro que marcou o seu trabalho no Mr. Bungle. Musicalmente a banda também mostrava evolução, incorporando elementos eletrônicos e teclados mais climáticos, proporcionando uma atmosfera cinematográfica a algumas canções. Os videoclipes coloridos do álbum passado deram lugar a videos sombrios, que faziam questão de negar o lado “sex-symbol” que o líder possuía na época. A crítica americana não mostrou muito entusiasmo e o disco acabou não tendo a mesma repercussão de The Real Thing. Nos demais países, no entanto, o Faith No More continuava enorme, e seu lugar privilegiado nas paradas de sucesso era garantido pelos singles de Midlife Crisis e A Small Victory. O terceiro single de Angel Dust foi para uma música que na verdade não estava no disco: Easy, o cover dos Commodores que a banda vinha tocando ao vivo há tempos e que finalmente ganhou uma versão de estúdio. Easy foi devidamente incluída em Angel Dust nas prensagens subseqüentes ao lançamento do single.
Angel Dust rendeu mais uma turnê gigantesca pelo mundo todo. A turnê durou cerca de dois anos onde eles, além de promover shows próprios, tocaram em festivais e abriram shows para o Metallica e para o Guns N’ Roses ne mega turne Use Your Illusion.
Ao invés de encarar o compromisso como oportunidade de consolidar a banda em novos públicos, o Faith No More usou seu tempo para provocar a audiência com sessões de garra-fadas, insultos e sacanagens principalmente através de Patton. O saldo do período foi uma grande repulsão por parte dos adoradores de plantão, aqueles que há pouco tempo atrás veneravam os autores de Epic e ali não entendiam o não-comercialismo sarcástico da nova fase. Por outro lado, os fãs que seguiram em frente tornaram-se verdadeiros cultuadores do álbum e da banda.
Com a saída de Jim Martin logo após a turnê, o Faith No More nunca mais seria o mesmo. A dificuldade de encontrar um guitarrista à altura do cargo somada à cada vez maior necessidade de Patton explorar outros projetos veio a instituir uma grande desunião entre eles, principalmente no que dizia respeito aos rumos que deveriam tomar. Patton revelou-se um grande explorador de sons, chegando a lançar um disco solo composto apenas de efeitos vocais. Seu trabalho no Mr. Bungle cresceu em profissionalismo e experimentalismo, seu tempo foi ocupado com participações no cenário avant-garde de São Francisco, cena notória de radicalismo musical. Todas estas demonstrações mostravam que, além de musicalmente distante dos integrantes do FNM, Patton cultivava um interesse cada vez maior em outros horizontes musicais. A banda titular então ganhava conotação de emprego, de compromisso, o que influenciou bastante a música deles a partir daquele ponto.
Embora bem recebido por muitos fãs (e outros não-fãs), o álbum King For A Day, Fool For A Lifetime chegou de mansinho, com bem menos atenção que o anterior recebera. Com as guitarras gravadas por Trey Spruance, colega de Patton no Mr. Bungle, o álbum apostava em sonoridades mais cruas e bem menos elaboradas. Pela primeira vez a mesa de som era comandada por outro produtor que não o tradicional Matt Wallace. Um outro Wallace - Andy – seleto nome da produção de discos pesados, encarregou-se de aplicar sua mão pesada e distorcer ao máximo os acordes, dispensando bastante o trabalho de teclados nas músicas. O trabalho funcionou no quesito peso, mas no caráter experimental e caprichado que a banda necessitava as coisas deixaram um pouco a desejar. Trey teve dificuldades de aplicar seu estilo “torto” no panorama “mais convencional” do Fenemê e o resultado foi pouco empolgante, com altos e baixos no decorrer do trabalho. Mesmo com vocais brilhantes, era possível identificar o caráter burocrático que tomava alguns pontos do trabalho e o princípio de falta de sintonia entre os integrantes.
Alegando dificuldades em se adaptar à banda, Trey recusa o convite de participar da próxima turnê e o Faith No More escala o então roadie de teclados Dean Menta para fazer o trabalho ao vivo das guitarras. A banda passaria mais uma vez por nossas terras, tocando em uma edição do festival Monsters Of Rock. Mesmo reconhecido por fãs com uma certa simpatia, o álbum não empolgou da mesma maneira que os anteriores e passou despercebido pelas massas. A turnê européia terminou cancelada pela metade. Curiosamente, a este lançamento é atribuído o título de precursor do gênero new metal em que as bandas deste estilo seguidamente citaram-no como grande influência no método de composição e delineação sonora daquele movimento.
O momento seguinte se notabilizou pela grande proporção alcançada pelos trabalhos paralelos de seus integrantes. Patton entrou de cabeça no avant-garde, lançou outro trabalho solo e elevou o status de adoração do Mr. Bungle com turnês expressivas. O baterista Mike Bordin tocou com Ozzy Osborne, Roddy Bottum estreiou sua banda Imperial Teen.
Os rumores sobre um possível fim da banda tomavam proporções maiores e coube ao baixista Billy Gould segurar a peteca. Em um período de entressafra, Billy tornou-se o único integrante disposto a segurar a bandeira do quarteto em meio a rumores fortíssimos de uma inevitável dissolução. Partiu dele a iniciativa de convidar o amigo John Hudson, da banda System Collapse, para assumir as guitarras do disco a ser gravado.
Talvez por razões contratuais, talvez por influência de Gould, o Faith No More adentra mais uma vez o estúdio e grava o que viria a ser o seu último trabalho: Album Of The Year. Em meio à recente febre da música eletrônica, Gould assumiu a varinha de condução e escalou o produtor Roli Mosimann, com quem co-produziu as gravações. A influência de música eletrônica, especialidade de Mosimann, viria a permear algumas faixas do álbum como Stripsearch e a grande gama de remixes lançados como lados-b do álbum. Notava-se também uma preocupação em alcançar a sonoridade de Angel Dust em faixas como Last Cup Of Sorrow, onde os teclados passavam novamente a exercer um papel importante nas músicas. O legado mais tosco da época de King For A Day apareceu em faixas como Collision e Naked In Front Of The Computer. O fato é que, mais profundamente que no álbum anterior, o espírito de desunião e indiferença musical tornou-se muito evidente, levando muitos fãs a apostar no tão falado encerramento de atividade da banda. Foi notória a participação burocrática dos integrantes, visivelmente imersos em outros trabalhos. O resultado final foi uma colcha de retalhos, músicas pouco inspiradas e sem um fio condutor entre si. Com recepção fria, oposta aos anos dourados da banda, Album Of The Year foi praticamente ignorado por público e mídia.
A banda em Album of the Year. Curiosamente, os últimos meses do Faith No More caracterizaram-se por uma grande reverência a suas apresentações ao vivo. Notoriamente uma banda especialista em palcos, os rapazes passaram a apresentar o que muitos defendem ser os melhores shows da carreira. Mesclando músicas novas com hits e material antigo, passaram a arrecadar uma leva impressionante de fãs para os clubes europeus e australianos.
Com Mike Patton no auge de seu talento vocal e com a banda para lá de experiente, o Faith No More literalmente vestia terno e gravata para destilar suas músicas de maneira altamente empolgante. Mas os problemas citados tomaram proporções insuperáveis e foi através de um e-mail que Billy Gould, ao final de uma turnê européia, anunciou o tão falado final de atividades.
Dali para frente, com suas responsabilidades aliviadas, os integrantes passaram a dedicar seu tempo a projetos pendentes de forma integral. Roddy Bottum deu continuidade a seu Imperial Teen, lançando mais álbums e recebendo bons resultados no cenário indie. Mike Bordin assumiu as baquetas da banda de Ozzy, tocou em participações com Jerry Cantrell (Alice In Chains) e ajudou o Korn por uns tempos. Hoje exerce papel de baterista freelancer. Billy seguiu com pontas despretensiosas na banda Brujeria e deu início a uma gravadora obscura, trabalhando principalmente com artistas latinos. O guitarrista Jim Martin, após seu desligamento da banda, dedicou-se a projetos paralelos obscuros, chegando a lançar um disco solo chamado Milk And Blood. Fez pontas em um disco do Primus e participações em coletâneas. Hoje Jim reside em um rancho interiorano e dedica-se, além de seus projetos musicais, a plantar abóboras gigantescas. O grande foco ficou mesmo no lendário Mike Patton que surpreendentemente justificou o fim do Faith No More, dando aos fãs um motivo para acreditar que a banda devia sim chegar ao final. Além de seguir com suas participações com outros artistas inusitados, enfileirou projetos de qualidade em pouquíssimo tempo. Através de uma gravadora própria, a Ipecac, Patton criou um lar para seus projetos e outros artistas de seu interesse. O sucesso da Ipecac foi indiscutível, ajudado pelos órfãos do Faith No More Patton mostrou ao mundo o quanto prolífico ele era. Só em 2001, participou de 3 bandas de expressão: Fantômas, Tomahawk e Lovage. Todas marcadas pela experimentação musical, o não-comercialismo e a aparente falta de preocupação com o mercado. De forma madura e desencanada, Patton levou à sua maneira a tarefa de adotar os fãs que lamentaram o final desta que foi uma das bandas mais autênticas e cultuadas dos anos 90.
O legado da banda é indiscutível, tendo influenciado dezenas de artistas da atualidade, não sendo raro encontrar músicos que referenciam os álbuns do FNM como melhores da década passada. Acima disso, há também o espírito da música desafiadora, do não-conformismo com o sucesso fácil que o Faith No More viveu na pele e fez questão de trazer para os terrenos mainstream. Objetos de culto, a banda reside hoje entre as que melhor trazem o espírito da primeira metade da década de 90.
Em 2009, para a alegria dos fãs, a banda retomou as atividades em maio, durante o Download Festivel 2009, e em show marcados na Europa. O primeiro show da turnê aconteceu na Brixton Academy, mesmo local onde foi gravado o álbum ao vivo do Faith no More em 1990.
MIKE PATTON
Mike Patton (nascido Michael Allan Patton; 27 de Janeiro de 1968, Eureka) é um músico dos Estados Unidos, famoso por ter sido vocalista da banda Faith No More desde 1988 a 1998. Também participou ou participa dos projetos como Mr. Bungle, Fantômas, Peeping Tom e ainda se envolveu em projetos paralelos como John Zorn, Dan the Automator, Sepultura, Kool Keith, The X-Ecutioners, Team Sleep, Björk, Subtle, Rahzel, Amon Tobin, Eyvind Kang, Lovage e Kaada. Foi um dos fundadores da Ipecac Recordings juntamente com Greg Werckman, em 1999.
Mike Patton é também conhecido pela utilização da maior variedade de estilos e técnicas vocais. Os seus espetáculos contam sempre com passagens de falsettos, vozes guturais, entre outros. Devido ao seu talento vocal, Patton é referido muitas vezes como Mr. 1000 Voices (Senhor das 1000 vozes).
PEEPING TOM
Em Maio de 2006, Mike Patton lançou o álbum Peeping Tom com o seu projecto homónimo ao qual lhe chamou uma nova versão de música pop. Peeping Tom contou com a participação de vários músicos convidados como Norah Jones, Bebel Gilberto, Kid Koala, Doseone, Massive Attack, Odd Nosdam, Jel e Dub Trio.
Paralelamente aos Faith No More, Mike Patton tocava com Mr. Bungle, uma banda formada nos tempos de colégio com seus amigos Trey Spruance e Trevor Dunn. As bandas eram bem diferentes pois enquanto o Faith No More seguia um estilo criativo dentro do rock and roll, o Mr. Bungle rompia a barreira do gênero e misturava elementos de diversos estilos, como música tradicional cigana, psicodelismo, jazz, entre muitos outros estilos.Mas as duas bandas acabaram em meados do ano 2000, e Patton começou um trabalho frenético com inúmeras bandas.
Tomahawk foi fundado no ano 2000, justamente quando o Mr. Bungle terminou. Mike Patton e o guitarrista Duane Denison (ex-Jesus Lizard) começaram um intercâmbio de idéias musicais e juntamente com o baterista John Stanier (ex-Helmet) e com o baixista Kevin Rutmanis (ex-Melvins) fundaram a banda e lançaram o primeiro álbum auto-intitulado pelo selo da Ipecac Records (gravadora que Mike Patton fundou após o fim do Faith No More) em 2001. Dois anos mais tarde a banda lançaria “Mit Gas” e já tinha fãs fiéis (e não apenas saudosistas do tempo do Faith No More).
Obra-prima do barulho e agressividade.
PEEPPING TOM
TOMAHAWK

MR.BUNGLE
MONDO CANE
FANTÔMAS
Mike Patton é também conhecido pela utilização da maior variedade de estilos e técnicas vocais. Os seus espetáculos contam sempre com passagens de falsettos, vozes guturais, entre outros. Devido ao seu talento vocal, Patton é referido muitas vezes como Mr. 1000 Voices (Senhor das 1000 vozes).
PEEPING TOM
Em Maio de 2006, Mike Patton lançou o álbum Peeping Tom com o seu projecto homónimo ao qual lhe chamou uma nova versão de música pop. Peeping Tom contou com a participação de vários músicos convidados como Norah Jones, Bebel Gilberto, Kid Koala, Doseone, Massive Attack, Odd Nosdam, Jel e Dub Trio.
Paralelamente aos Faith No More, Mike Patton tocava com Mr. Bungle, uma banda formada nos tempos de colégio com seus amigos Trey Spruance e Trevor Dunn. As bandas eram bem diferentes pois enquanto o Faith No More seguia um estilo criativo dentro do rock and roll, o Mr. Bungle rompia a barreira do gênero e misturava elementos de diversos estilos, como música tradicional cigana, psicodelismo, jazz, entre muitos outros estilos.Mas as duas bandas acabaram em meados do ano 2000, e Patton começou um trabalho frenético com inúmeras bandas.
Tomahawk foi fundado no ano 2000, justamente quando o Mr. Bungle terminou. Mike Patton e o guitarrista Duane Denison (ex-Jesus Lizard) começaram um intercâmbio de idéias musicais e juntamente com o baterista John Stanier (ex-Helmet) e com o baixista Kevin Rutmanis (ex-Melvins) fundaram a banda e lançaram o primeiro álbum auto-intitulado pelo selo da Ipecac Records (gravadora que Mike Patton fundou após o fim do Faith No More) em 2001. Dois anos mais tarde a banda lançaria “Mit Gas” e já tinha fãs fiéis (e não apenas saudosistas do tempo do Faith No More).
Obra-prima do barulho e agressividade.
PEEPPING TOM
TOMAHAWK

MR.BUNGLE
MONDO CANE
FANTÔMAS
EM HOMENAGEM A ESSE ARTISTA MAGNIFICO E AO MEU AMIGO FABIO(monstro) FÃ Nº1 DE MIKE PATTON. AI FABIO VAI UM MARTINI????
THEM CROOKED VULTURES
Them Crooked Vultures é um supergrupo formado por Dave Grohl (Foo Fighters, Nirvana), Josh Homme (Queens of the Stone Age, Kyuss) e John Paul Jones (Led Zeppelin) em Los Angeles, no ano de 2009. A banda conta também com Alain Johannes (Eleven, Queens of the Stone Age) como guitarrista base. As gravações do primeiro album começaram em julho de 2009 e a primeira apresentação da banda foi em 9 de agosto, em Chicago. Em primeiro de outubro de 2009 o grupo embarcou em uma turnê mundial chamada Deserve The Future Tour com datas de shows marcadas para 2010. O primeiro single da banda, New Fang, foi lançado em outubro de 2009, seguido de album homônimo no mês de novembro.
Uma colaboração entre Josh, Dave e John foi citada inicialmente por Dave em uma entrevista de 2005 na revista Mojo. Depois disso a esposa de Josh, Brody Dalle (Spinnerette) comentou sobre o projeto em julho de 2009. Após o primeiro show no Metro Chicago, eles começaram uma série de shows na europa, começando em 19 de agosto. Em seguida tocaram numa série de festivais, inclusive Lowlands e Pukkelpop.
O albúm Them Crooked Vultures foi lançado pela Interscope Records na América do Norte e pela SONY MUSIC internacionalmente. E após o lançamento uma série de shows foram anunciados, dentre eles, aprensentações no Download Festival e uma turnê na América do Norte. No dia 6 de fevereiro de 2010 a banda tocou as músicas New Fang e Mind Eraser, No Chaser no Saturday Night Life.
Uma colaboração entre Josh, Dave e John foi citada inicialmente por Dave em uma entrevista de 2005 na revista Mojo. Depois disso a esposa de Josh, Brody Dalle (Spinnerette) comentou sobre o projeto em julho de 2009. Após o primeiro show no Metro Chicago, eles começaram uma série de shows na europa, começando em 19 de agosto. Em seguida tocaram numa série de festivais, inclusive Lowlands e Pukkelpop.
O albúm Them Crooked Vultures foi lançado pela Interscope Records na América do Norte e pela SONY MUSIC internacionalmente. E após o lançamento uma série de shows foram anunciados, dentre eles, aprensentações no Download Festival e uma turnê na América do Norte. No dia 6 de fevereiro de 2010 a banda tocou as músicas New Fang e Mind Eraser, No Chaser no Saturday Night Life.
FLEET FLOXES
UMA MISTURA DE AMERICA,FOLK AMERICANO, PINK FLOYD E INSTRUMENTOS HINDUS , CREIO EU QUE ESSA SEJA A MISTURA QUE FAZ A FORMULA DO FLEET FLOXES ESSA BANDA DE SEATTLE, DESDE O SOM ATE A ARTWORK DOS ALBUNS SÃO MARAVILHOSOS , COLOCARAM ESSA MAGNIFICA OBRA DE BRUEGEL NAS CAPAS QUE JA ME ABRILANTARAM OS OLHOS E DEPOIS OS OUVIDOS, VAI AI DUAS MUSICAS PARA VCS APRECIAREM BOA AUDIÇÃO !
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